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Porque os divorciados podem contrair segundas núpcias na Igreja Ortodoxa?

Nossa Igreja oferece uma nova oportunidade a quem busca recomeçar uma vida em comum sob as bençãos de Cristo. Para muitos, Cristo fez referência à lei reprovando as separações matrimoniais. Entretanto esta não é uma visão pacífica desta matéria.

Um dos mais renomados estudiosos católicos da Bíblia, Raymond F. Collins, afirma que há pelo menos oito versões dos ensinamentos de Cristo a respeito do divórcio e, mais, que não há nenhuma maneira fácil de identificar qual delas realmente reflete de modo seguro os ensinamentos em sua forma original. ("Divórcio no Novo Testamento", páginas 213/214)

Isto, provavelmente, é uma coisa boa! Em sua essência, as palavras de Cristo referiam-se especialmente à liberdade... Sempre que se referiu à lei, ELE o fez geralmente para insistir em que vivamos segundo o espírito e não segundo a letra!

Através dos séculos, grande número de cristãos optaram por um modelo de interpretação excessivamente rígida da "palavra do Senhor", utilizando Suas palavras de uma maneira que acabam por obscurecer a declaração de Cristo, segundo a qual "ELE veio para que tenhamos vida, e a tenhamos em abundância". 

Então, é necessário que nos perguntemos: as palavras de Cristo sobre o divórcio foram uma espécie de prescrição? De acordo com muitos católicos eruditos, a resposta é NÃO! O próprio São Paulo descreveu uma exceção à respeito. Com o passar do tempo, outros líderes da Igreja Católica, incluindo alguns dos Santos Padres da Igreja, fizeram reflexões sobre as palavras de Cristo a respeito. As interpretações, então, multiplicaram-se rapidamente. Importantíssimo, também, observar que, inevitavelmente, estas interpretações estavam condicionadas pela época em que se deram, não se aplicando à sociedade como a conhecemos na atualidade.

A Igreja Ortodoxa, assim, reconhece o divórcio (a separação) em casos de discórdia matrimonial insuperável. Reconhece, desta forma, que tal situação matrimonial carece de base e já se dissolveu de fato, na prática. Logo, as segundas núpcias na Igreja Ortodoxa refletem a misericórdia e a compreensão exercidas por Nosso Senhor profusamente, durante a Sua vida.

 

Quem pode assistir a missa e comungar na Igreja Ortodoxa?

Não existe nenhum impedimento a qualquer pessoa, tenha ela a crença que tiver, a assistir a Divina Liturgia na Igreja Ortodoxa. A casa de Deus está sempre de portas abertas a todos.

 

Quanto à comunhão, observemos o que consta dos textos bíblicos. Ela foi instituída por Cristo. ELE deu a eucaristia a Pedro, que mais tarde o negou, a Tomé, que havia duvidado de Sua ressurreição, ao próprio Judas, que o traiu e a outros discípulos que buscaram fugir quando ELE foi entregue para ser crucificado.

 

Logo, se o próprio Cristo, não negou a ninguém a comunhão, quem somos nós para negá-la?

 

Assim, toda pessoa que houver sido batizada em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, em qualquer Igreja Cristã, pode receber a comunhão em nossa Igreja. Isso é assim em nome da misericórdia Dele, que afirmou: “Não jugueis e não sereis julgado”. (Lucas 6, 37)

 
 

O Sinal da Cruz

 

Os Cristãos Ortodoxos abençoam a si mesmos com o Sinal da Cruz. Ao levarmos os dedos sobre a fronte, o coração e os ombros, estamos rememorando o mandamento de cristo para “amar a Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de toda a nossa força e com todo o nosso entendimento”. (Lucas 10:27)

 

Muitos fiéis fazem o sinal da cruz no início e ao final de cada dia, durante as orações, antes de começar uma tarefa ou jornada e em tempos de alegria ou de ansiedade. Por essa maneira, podemos diariamente dedicar cada ação e pensamento a Cristo.

A Igreja Ortodoxa ensina os seus fiéis a benzerem-se de acordo com a Tradição que nos foi legada pelos nossos Pais na Fé. Persignar-se (benzer-se) é um conjunto de gestos cheios de significado e de simbolismo.

 

Então, vejamos: quando nos benzemos, começamos por unir os três primeiros dedos da mão direita (a mão nobre), simbolizando a Trindade.

Depois, dizendo "Em Nome do Pai", tocamos com esses três dedos unidos primeiro a testa e, seguidamente, na zona da cintura, simbolizando que o Pai é o Criador do Céu e da Terra; em seguida, dizemos "e do Filho" e tocamos com os três dedos unidos no ombro direito - porque o Filho, Jesus Cristo, ressuscitou e sentou-se à direita do Pai; finalmente, dizemos "e do Espírito Santo" tocando com os três dedos unidos no ombro esquerdo - o Filho e o Espírito Santo são os dois "braços" do Pai agindo na Criação.

Deste modo, traçamos uma cruz sobre o nosso próprio corpo, afirmando, simultaneamente, a nossa fé na Santíssima Trindade e na essência de Cristo.

Até ao séc. XI todos os cristãos, no Oriente e no Ocidente, se benziam como nós, Ortodoxos, o fazemos. A Igreja Católica Romana, depois disso, inverteu essa ordem, deixando a Tradição.

Entendendo, pois, a razão e o sentido desta prática de nossa fé, não devemos fazer o sinal da cruz impensadamente; devemos fazê- lo com toda calma e concentração. A Cruz nos relembra a vitória de Cristo sobre a morte e o caminho que devemos seguir para encontrar a vida eterna. Esse caminho nos foi revelado por Nosso Senhor quando Ele disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me”. (Lucas 9:23)